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G1

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  1. Apresentação

            Este relatório é resultado da análise de notícias do portal G1. Criado em 2006 para disponibilizar o conteúdo jornalístico em ambiente digital de todo o grupo Globo, além de produzir também materiais próprios nos diversos formatos jornalísticos. O portal é composto pelas três redações situadas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo e também conta com colaborações de parceiros nacionais e internacionais, que permite a circulação de informação 24h.          

As amostras foram coletadas de junho a setembro de 2016, por meio de um conjunto de categorias desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa MÍDIAMIGRA – Observatório de Migração e Comunicação. As matérias publicadas no portal durante esses três meses, passaram por uma seleção prévia, as notícias que não tinham relação com o objetivo da pesquisa foram excluídas.

  1. Análise qualitativa dos dados

            Diferentemente da fartura de matérias que o portal produziu nos primeiros quatro meses de 2016, durante os três primeiros meses do segundo semestre, apenas 5 se enquadraram como objeto de estudo. Vale ressaltar que outras cerca de 100 matérias foram captadas por identificações isoladas das palavras-chaves, mas ao ler o corpo da notícia concluiu-se que muitas não condiziam com o objetivo da pesquisa, portanto foram excluídas.

            As notícias foram classificadas a partir dos seguintes parâmetros: análise temática de categoria, valor notícia, apresentação da personagem, existência de dados, se a matéria apresenta possíveis soluções, observações de posicionamento, teor das notícias, qual olhar, migração no Brasil, visão sobre migrante e visão inclusiva.

            A categoria da criminalização foi a mais encontrada no portal, havendo três matérias inseridas nessa categoria. Em “Espanhola é presa com droga após pegar carona com delegado no ES” e “Alemães são detidos no DF por injúria racial e assédio após confusão em bar”, ambas publicadas em 25 de setembro de 2016, é perceptível uma novidade: o europeu é retratado negativamente. Ambas as matérias são breves, portanto, tratadas como notícia de caráter informativo.

A primeira matéria é assinada por uma repórter do gênero feminino do G1, com informações da TV Gazeta, sua cobertura se restringe a região sudeste e possui como fonte oficiosa o delegado que fez o mandado de prisão. A espanhola, descrita como bem vestida e de boa aparência, era considerada vítima de tentativa de homicídio. No entanto, ao agir de forma suspeita, saindo do carro de um delegado em movimento, descobriu-se que tentava fazer o transporte de cocaína para Amsterdã.

Já na matéria sobre os alemães, o repórter é do gênero masculino, a cobertura ocorre exclusivamente no Centro-Oeste e a fonte principal é a jovem que foi assediada pelos estrangeiros. Os dois estrangeiros causaram tumulto em um bar universitário: assediaram uma jovem e chamaram outros estudantes de macacos. Os alemães foram levados para a delegacia, mas foram liberados ao pagar a fiança de cinco mil reais.

Em “Estrangeiros são detidos furtando celulares em show de Wesley Safadão”, publicada dia 24 de setembro, os estrangeiros em questão são latino-americanos. A notícia foi escrita pela agência de notícias nacional da Região Sudeste e possui a Polícia Federal como fonte. Assinalamos a matéria na categoria “criminalização”, apresenta visão negativa do migrante latino, principalmente o boliviano e o peruano. A matéria informativa em questão se trata de uma notícia, uma vez que não houve uma análise profunda da situação, senão relatar os fatos.

              A categoria trabalho é presente na matéria escrita em 23 de setembro, “PF multa terminais portuários por uso de mão de obra estrangeira”, produzida pela agência nacional de notícia da Região Sudeste e tendo como fontes uma desembargadora e os sindicatos dos operadores portuários do estado de São Paulo e dos estivadores de Santos. A notícia afirma que a mão de obra estrangeira remunerada é proibida a bordo, segundo a lei 6.815/80.

            Por fim, com a categoria “diversidade”, a matéria “Refugiados ficam 3 dias em Cumbica após serem barrados pela PF”, publicada dia 29 de setembro, aborda um mal entendido em relação ao visto para o Brasil, que prendeu 21 refugiados no aeroporto de Guarulhos. Produzida pela agência nacional de notícias, com cobertura na Região Sudeste, a apuração contém duas fontes: a Polícia Federal e o Ministério da Justiça. A matéria também apresenta dados presentes no discurso do presidente, Michel Temer, para a ONU sobre o número de refugiados que o Brasil recebeu nos últimos anos e desde o mês de abril.

  1. Análise quantitativa dos dados

            No total, o portal de notícias G1 produziu cinco matérias sobre a migração para o Brasil durante o período de junho a setembro de 2016. Do material captado, três (60%) são categorizadas primariamente como “criminalização”, uma (20%) como “diversidade” e uma (20%) como “trabalho”.

            Em relação ao gênero do repórter, uma (20%) matéria explicita o gênero masculino, uma (20%) o gênero feminino. A agência de notícia nacional assinou três (60%) matérias sobre imigração, enquanto que o jornal ou o repórter assinou duas (40%). O tipo de fonte utilizado com unanimidade para desenvolver a notícia foi a oficiosa.

            O país de cobertura das notícias foi, com unanimidade, o Brasil. A região de cobertura mais privilegiada foi o Sudeste, com quatro (80%) matérias publicadas e, por fim, o Centro-Oeste, com uma (20%) cobertura. O tipo de texto utilizado foi a notícia com todas as matérias enquadradas neste modelo.

  1. Observações finais

Nos últimos quatro meses de observação, o portal G1 produziu uma quantidade inferior de matérias referentes à migração no Brasil em relação ao semestre passado. Pode-se afirmar que o site de notícias produziu pouco material sobre a questão migratória no Brasil em relação ao panorama internacional, inferência feita após as poucas matérias que restaram após a limpeza.

O material analisado trata o assunto de forma rasa, ou seja, não se preocupa em explicar o contexto no qual os acontecimentos se inserem, o que mostra certo desinteresse do portal em se aprofundar nessas realidades. A categoria predominante foi a “criminalização”, evidenciando a abordagem negativa do portal sobre a questão migratória, fora a falta de conteúdo que exalte o imigrante.

Em relação à última análise, o G1 redigiu duas matérias com a temática criminalização voltada para migrantes europeus, o que surpreende, uma vez que normalmente esse estrangeiro é visto como o migrante ideal, considerando a política de embranquecimento da população brasileira adotada pelo governo no passado, que favorecia a entrada do homem branco e europeu.

MARIA ISABEL FELIX DE MATOS

By | 2017-04-10T11:59:04+00:00 abril 10th, 2017|Relatórios 2|0 Comments

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