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Relatório UOL

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Relatório UOL

Relatório

 

 

  1. Apresentação

 

Este relatório foi construído a partir da análise de notícias do veículo de comunicação UOL (http://www.uol.com.br/). Universo Online (conhecido pela sigla UOL) é uma empresa brasileira de conteúdo, produtos e serviços de Internet do conglomerado Grupo Folha e foi criado em 1996.

Foram coletadas amostras de janeiro a maio de 2016. Por meio de categorias desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa “MIDIAMIGRA- Observatório de Migração e Comunicação Intercultural”, foi feita uma pré-seleção com o auxílio das notícias veiculadas no período estabelecido pelo site. As matérias foram classificadas a partir dos seguintes parâmetros: Análise de categoria, valor notícia, apresentação da (o) personagem, existência de dados, se a matéria apresenta possíveis soluções, observações de posicionamento, teor das notícias, qual olhar, migração no Brasil, visão sobre migrante e visão inclusiva.

Foi estabelecido no método que as matérias seriam classificadas como Diversidade (Manifestações e expressões culturais estão dentro desse universo. Cultura: música, gastronomia, eventos artísticos) Criminalização (matérias que relatem crimes cometidos por e com migrantes ou refugiados; matérias que relacionem migração e tráfico de pessoas.) O Migrante Ideal (notícias que apresentem enquadramento positivo sobre atuação de migrantes na sociedade brasileira). Preconceito/ Xenofobia (notícias sobre violências/agressões cometidas a migrantes/refugiados; preconceito expresso por brasileiros a estrangeiros) e Trabalho (mão de obra sem regularização e trabalhadores autônomos). Dentre essas categorias o Uol apresentou matérias inseridas nas seguintes categorias: (1) Preconceito e (2) Trabalho, ficando duas matérias não classificadas por não se encaixarem nesses conceitos.

 

  1. Análise quantitativa dos dados

 

Durante o período estabelecido, do mês de janeiro a maio do ano de 2016, na primeira amostra de notícias do veículo, com as palavras-chaves pré-estabelecidas, foi possível captar 550 matérias. Num segundo momento, após a leitura do material coletado, foram descartadas para análise 545 matérias por conter assuntos restritos sobre migração internacional ou assuntos de outra ordem que não lidavam diretamente com o objetivo da pesquisa, a ‘produção feita pela mídia sobre migração contemporânea para o Brasil’. Nesse contexto, foram selecionadas 5 (cinco) matérias produzidas pelo veículo , não totalizando nem 1% de toda amostra, o que revela a baixa produção de conteúdo do veículo com a temática. Das cinco, as matérias foram categorizadas como, “Criminalização”, “Preconceito”, “Trabalho” e “Diversidade”. Todas as notícias foram produzidas em território nacional, sendo uma matéria definida com a localização de cobertura no Centro-Oeste.

Em relação a quem produziu o conteúdo, foram (2) repórteres, (1) enviado especial ao exterior e (2) matérias vindas de agências de notícias, representando assim 40% de repórteres, 20% enviado especial ao exterior e 20% de agência de notícias. Dentre as fontes, foram ouvidas (6) fontes oficiais representando 42,85% e (8) personagens com 57,15% do total. Sendo uma matéria com a cobertura realizada no Chile e as demais no Brasil. Referente ao gênero das/os repórteres baseados nos nomes assinados na matéria, (2) masculinos e (1) feminino.

 

 

  1. Análise qualitativa dos dados

 

Das cinco matérias, o site produziu três e contou com duas matérias de agências de notícias, que foram “Brasileiros aprovam refugiados no país, mas não na própria casa, diz pesquisa” e “Marco Aurélio Garcia diz que refugiados sírios enriquecem Brasil “mestiço”, o que possivelmente seria possível encontra-las em outros veículos pela lógica do comércio de notícias, na qual as empresas de comunicação compram material pronto das agências.

Entre as produzidas/ autorais, uma foi de caráter contextual com uma reportagem especial e as demais matérias noticiosas. Todas com a predominância da escrita masculina. Toda coleta feita no site possuía dados relevantes sobre migrações, mesmo matérias menores de caráter noticioso.

Na matéria “Brasileiros aprovam refugiados no país, mas não na própria casa, diz pesquisa”, publicada em 19 de maio de 2016,  a única fonte de informação adotada foi a própria pesquisa realizada em território brasileiro e uma ONG. O teor da notícia relatava haver sido realizado um estudo de nível de receptividade da população brasileira com refugiados e migrantes. Foram ouvidas 804 pessoas em diferentes capitais, mas a matéria apresenta uma confusão nos dados quando diz que a amostra representa 23% da população.  Os resultados mostraram que 39% dos entrevistados no Brasil disseram que aceitariam no país pessoas fugindo de guerras ou perseguição em outra nação. O percentual de quem não aceitaria a entrada de refugiados no país ficou em 19%. Outros 20% afirmaram que receberiam refugiados em seu bairro, 16% na cidade e 6% na própria casa. É perceptível que a escolha do título reforçou o contraponto da pesquisa, levando a dedução de que a população ouvida fortalece um discurso solidário, mas que na prática age de outra maneira, o que de fato, cria-se uma angulação logo no início da leitura da matéria. O dado de relevância seria que a maior parte dos entrevistados brasileiros, disseram aceitar refugiados, mas o veículo preferiu optar por um recorte negativo no título para tornar-se mais atrativo para o leitor ou simplesmente para mostrar a contradição de discursos.  Vale ressaltar que a matéria não ouviu nenhum personagem, nem aprofundou a temática contextualizando com as discussões sobre migração no Brasil.

Por meio da análise das notícias, foi possível também identificar o quanto a angulação midiática pode ser modificada de acordo com as visões ideológicas e políticas do veículo. Na matéria “Marco Aurélio Garcia diz que refugiados sírios enriquecem Brasil “mestiço””, publicada em 26 de fevereiro de 2016, o então assessor especial da presidência do governo Dilma Rousseff, fez um pronunciamento na Venezuela sobre os refugiados sírios no Brasil, e dizia ser uma riqueza muito grande para o país recebe-los, contextualizou com o posicionamento da presidenta, que também reforçava que o país receberia os sírios de ‘braços abertos’. Num desses depoimentos, Marco Aurélio Garcia, disse que os sírios ‘enriqueceriam a mestiçagem’, se referindo à pluralidade da composição étnica no país, no sentido de valor humanitário, apesar do site causar uma narrativa polêmica na escolha do título, que pela sua chamada fez-se entender que os sírios, enriqueceriam (financeiramente) o Brasil. Por mais que a chamada apresente essa problemática, a matéria foi categorizada como ‘Diversidade’, por retratar no corpo do seu texto uma preocupação com a questão da migração e fortalecer os discursos postivos sobre a recepção dos sírios no país.  .

Fato esse, repetido na matéria Na matéria “Governo brasileiro quer acolher até 20 mil refugiados sírios por ano” publicada em 10 de maio de 2016, no qual destaca uma aspa do Ministro da Justiça, Eugênio Aragão, que é uma fonte oficial, que dizia que ‘dependendo da ajuda {financeira} internacional’ o Brasil receberia refugiados. No texto explica que de acordo com o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), as solicitações de refúgio no Brasil passaram de 966 em 2010 para 28.670 em 2015 e destaca os sírios como a maior comunidade. Assim como na matéria anterior o conteúdo também apresenta características temáticas para ser classificada como ‘Diversidade’, por retratar a adesão brasileira com a recepção de sírios, angolanos, colombianos e congoleses.

Nesse período o veículo realizou uma grande reportagem chamada “Para fugir da crise, haitianos trocam o Brasil pelo Chile” publicada em 08 de maio de 2016, na qual utilizou um correspondente especial para acompanhar de perto esse fluxo migratório. Foi uma reportagem aprofundada, que valorizada os depoimentos dos personagens envolvidos na situação, revelando detalhes da rotina dos haitianos e que partiu a escrita de uma das diversas justificativas para o refúgio, a promessa de um futuro e a tentativa de reconstituir a vida após o terremoto de 2010. Nesse mesmo contexto, apresentou uma angulação diferenciada, que reformulava novas possibilidades de mudanças e analisava essa movimentação de haitianos para países como o Chile na busca por melhores salários e qualidade de vida. Com gráficos, dados e mapas, o relato traça rotas e caminhos perseguidos por eles e demonstra uma pluralidade de fontes, privilegiando quem vivencia o processo migratório, os próprios haitianos. De certa forma, a reportagem apresenta uma visão inclusiva, a partir do momento em que acompanhou a realidade com empatia e proximidade. A reportagem foi categorizada como ‘Trabalho’, pois seu gancho principal gira em torno dos haitianos que viviam no Brasil, mas que por questões econômicas e empregatícias decidiram ir para o Chile como tentativa de possibilidades melhores de emprego. Fenômeno esse muito estudado nas Teorias da Migração, mais precisamente na teoria do push-pull (uma das que analisam as decisões e impactos de migrar) que considera o indivíduo como agente racional que visa à migração como opção para ter uma vida melhor, se as condições materiais forem maiores que os custos de permanecer no país. Foi possível analisar na reportagem essa ideia de custo- benefício comparado Brasil e Chile.

Em outra matéria analisada, “Crise faz pedidos de refúgio de venezuelanos no Brasil crescerem 1.036% em 2 anos”, publicada em 26 de fevereiro de 2016, reforça a ideia entre migração e crise, nome esse que a própria matéria denomina pelos dados publicados pelo CONARE (Conselho Nacional para Refugiados), o número de venezuelanos que pediram refúgio no Brasil aumentou 1.036% entre 2013 e 2015, crescimento este que coincide com o agravamento da crise política e econômica vivida pelo país, que acarretaria a vinda desses migrantes em massa para o Brasil. Apesar de ser um texto de caráter informativo, ele apresenta personagens, como mulheres venezuelanas; fontes oficiais como o CONARE e especialistas, como Tiago Galvão que é professor de Relações Internacionais da UnB (Universidade de Brasília), fortalecendo assim a diversidade de fontes. A matéria foi categorizada como “Trabalho”, uma vez que o único motivo da migração relatado foi por uma procura de emprego em outro lugar, atividade muito comum quando países possuem uma diferença econômica grande e a opção viável de sobrevivência seria migrar para outro país em melhores condições.

Na análise categórica das matérias foi possível destacar no texto “Brasileiros aprovam refugiados no país, mas não na própria casa, diz pesquisa”, a categoria de ‘preconceito’, que apesar do discurso inflamado e de uma pesquisa confusa, a narrativa sugere uma angulação preconceituosa de uma resistência na aceitação de refugiados com uma proximidade com brasileiros.

 

  1. Observações finais

 

O veículo apresentou (1) reportagem, que contextualizou a questão atual, demonstrando fielmente o fluxo migratório. Não fez juízo sobre a condição de ser migrante o que nitidamente mostra a seriedade em passar a informação. Através dela, entende-se que conteúdos aprofundados e vivenciados com proximidade tende a ter menores análises pejorativas ou irrelevantes sobre o assunto.

Foi possível perceber do UOL, que de 550 matérias existiu uma única reportagem sobre a temática, com fontes primárias, secundárias, personagens e angulações diferenciadas, gráficos e dados relevantes. Apesar de priorizar conteúdos próprios e não somente notícias prontas vindas de agências, (3) matérias não aprofundaram na temática e (2) delas priorizavam discursos inflamados e políticos.

 

 

 

 

 

By | 2016-12-22T10:15:36+00:00 dezembro 22nd, 2016|Relatórios|0 Comments

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