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Relatório G1

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Relatório G1

Relatório

 

 

  1. Apresentação

 

Este relatório é resultado da análise de notícias do portal de comunicação G1, criado em 2006 para disponibilizar o conteúdo jornalístico em ambiente digital de todo o grupo Globo, além de produzir também materiais próprios nos diversos formatos jornalísticos. O portal é composto pelas três redações situadas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, também conta com colaborações de parceiros nacionais e internacionais, que permite a circulação de informação 24h.

As amostras foram coletadas de janeiro a maio de 2016, por meio de um conjunto de categorias desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa ‘MÍDIAMIGRA – Observatório de Migração e Comunicação’. As matérias publicadas no portal durante esses quatro meses, passaram por uma seleção prévia, as notícias que não tinham relação com o objetivo da pesquisa foram excluídas.

 

 

  1. Análise qualitativa dos dados

 

Na fase preliminar de amostragem das reportagens do G1, durante os quatro primeiros meses de 2016, foram coletadas 2168 matérias. De todas as matérias analisadas, apenas 24 se enquadraram como objeto de estudo. Vale ressaltar que as matérias foram captadas por identificações isoladas das palavras-chaves, mas ao ler o corpo da notícia concluiu-se que muitas não condiziam com o objetivo da pesquisa, portanto foram excluídas.

As notícias foram classificadas a partir dos seguintes parâmetros: Análise temática de categoria, valor notícia, apresentação da personagem, existência de dados, se a matéria apresenta possíveis soluções, observações de posicionamento, teor das notícias, qual olhar, migração no Brasil, visão sobre migrante e visão inclusiva.

Foi possível identificar que o G1 trabalhou com diversas realidades no contexto migratório brasileiro como, por exemplo, denúncia de trabalho escravo, tráfico de drogas, violência, dificuldade de inserção no mercado de trabalho, sobretudo, para estrangeiros vindos de países do continente africano. Na reportagem “Dois chineses estariam em situação de escravidão no Rio, diz Ministério”, publicada em 25 de janeiro, observa-se a preocupação do portal em denunciar as explorações sofridas pelos imigrantes sem, no entanto, expô-los, adotando, assim um posicionamento humanitário. Como solução desse caso, foi mencionada a operação Yulin, cujo objetivo é combater o trabalho escravo e o tráfico humano. Por ser uma notícia que denuncia os abusos no trabalho sofrido pelos imigrantes em uma pastelaria no Rio de Janeiro, ela foi categorizada como “trabalho”. Escrita por Henrique Coelho e Cristina Boeckel, repórteres do G1 Rio, a reportagem possui cinco fontes secundárias do tipo oficiais e oficiosas, além de contar com fontes primárias: os chineses que relataram suas experiências. A reportagem possui a injustiça como valor-notícia e possui uma visão do imigrante como suscetível à exploração.

Das matérias do G1, nove foram classificadas na categoria temática “criminalização” do imigrante no Brasil. Ao todo, são nove matérias que retratam diferentes situações de tráfico de drogas e roubo feito por estrangeiros no país. As matérias “Bolivianos são flagrados com 4,5 kg de cocaína escondidos em malas”, publicada dia 12 de maio, “Bolivianos presos carregavam 221 cápsulas de cocaína no estômago”, publicada dia 13 de março, “Três bolivianos são detidos suspeitos de transportar cocaína no estômago”, publicada dia 12 de março, e “Boliviano preso com cocaína no estômago expele 84 cápsulas”, publicada dia 2 de março, mostram a frequência do tráfico internacional de drogas entre os dois países citados nas matérias.

As quatro matérias apresentam conteúdo escasso: sem fontes oficiais, não buscam aprofundar os personagens e, em todas as que abordam a questão da ingestão de drogas, há a mesma foto representando o ocorrido. Todas foram produzidas pela agência de notícia nacional, G1, foram produzidas na região sudeste do país e possuem como valores notícia o impacto e a consequência. Com exceção de “Bolivianos são flagrados com 4,5 kg de cocaína escondidos em malas”, todas possuem fontes do tipo oficial: a Polícia Rodoviária. As matéria não possuem visão inclusiva e olham o estrangeiro como traficante. Como solução dos casos houve a detenção dos traficantes.

O portal também apresenta histórias de superação e sucesso de imigrantes que vieram para o país, como é o caso da matéria “Refugiado abre restaurante em SP e sonha retomar carreira de engenheiro”, publicada em 30 de abril, que retrata a vida de um casal que fugiu da guerra na Síria e, ao chegar em São Paulo, investem na culinária árabe e fazem sucesso entre moradores da região.  A matéria é categorizada como “diversidade” e “trabalho”, produzida pela Agência de Notícias, G1 São Paulo, possui fonte primária, o dono do negócio, possui uma postura positiva e inclusiva acerca do imigrante no Brasil e tem como valor-notícia a proximidade.

A vinda de médicos para o Brasil foi posta em pauta pelo portal. A imigração voluntária de profissionais da saúde trouxe médicos para o Amapá que, através de uma organização voluntária que leva atendimentos cardiológicos a pacientes de baixa renda pelo mundo, atendem gratuitamente crianças e adultos que vivem em precariedade. A matéria apresenta como categorias “o migrante ideal” e “trabalho”, foi produzida por Abinoan Santiago, repórter do G1 Amapá, apresenta a proximidade como valor notícia e contém duas fontes primárias: o médico e o diretor da organização CardioStart no Brasil.

A questão do aumento dos pedidos de refúgio, legalização da entrada de estrangeiros e entrada ilegal no país também é discutida. A matéria “Ganeses que moram no DF ganham direito de viver legalmente no Brasil”, publicada em 3 de março, aborda o tema de maneira receptiva à vinda de imigrantes, emitindo dados que ajudam o leitor estrangeiro a se informar. A matéria é categorizada como “diversidade” e “trabalho”, uma vez que a autorização de residência permanente no país permite entre outras coisas o casamento civil no Brasil e a retirada da carteira de trabalho. Foi produzida pela Agência de Notícia, G1 DF, possui como valor-notícia a proximidade e a consequência e possui fonte secundária do tipo oficial – Conselho Nacional de Imigração. Apresenta como dado o número de imigrantes ganeses que foram aceitos o pedido de residência permanente e como solução o próprio visto.

Já em “PF deporta mais 60 venezuelanos por entrada e permanência ilegal em RR”, datada de 30 de abril, o portal passa a adotar uma postura defensiva quanto à entrada de estrangeiros, de modo que informa o telefone da polícia federal, caso algum cidadão queira denunciar alguma situação de imigrantes vivendo em situação irregular. Produzida pelo G1 Roraima, a matéria é categorizada como “trabalho” e “criminalização”, visto que a situação ilegal dos imigrantes foi em grande parte em busca de trabalho. Impacto e consequência são os valores-notícia presentes na notícia e possui a Polícia Federal como fonte secundária oficial. A matéria possui visão negativa do estrangeiro e a deportação dos que vivem em condição ilegal foi apresentada como solução do problema.

 

  1. Análise quantitativa dos dados

 

No total, o portal de notícias G1 produziu 24 matérias sobre a migração para o Brasil durante o período de janeiro a maio de 2016. Do material captado, nove (37,5%) são categorizadas primariamente como “criminalizaço”, oito (33,3%) como “diversidade”, uma (4,16%) como “o migrante ideal”, uma (4,16%) como “preconceito”, três (12,5%) como “trabalho” e duas (8,3%) não foram classificadas, uma vez que seu conteúdo não se encaixava em nenhuma das categorias criadas. Referente às categorias secundárias, duas (8,3%) se inserem em criminalização e duas (8,3%) em trabalho, as 20 matérias restantes não receberam classificação.

Em relação ao gênero do repórter, apenas duas (8,3%) matérias explicitaram o gênero masculino, enquanto que o restante não se manifestou. Os tipos de fontes utilizadas para desenvolver a notícia foram 11 (45,83%) oficiais, sete (29,16%) oficiosas e seis (25%) não usaram fontes deste tipo. A produção ficou em grande parte por conta da agência de notícia nacional, que assinou 20 (83,3%) matérias sobre imigração, enquanto que o jornal ou o repórter assinou apenas quatro (16,6%).

O país de cobertura das notícias foi, com unanimidade, o Brasil. A região de cobertura mais privilegiada foi o sudeste, com 11 (45,83%) matérias publicadas, seguida de cinco (20,83%) matérias da região sul e três (12,5%) do centro-oeste e do norte, cada. Duas (8,3%) matérias não especificaram a região de cobertura. O tipo de texto predominante foi a notícia, com 21 (87,5%) publicações, enquanto que a reportagem contou com apenas 3 (12,5%) textos aprofundados.

 

 

  1. Observações finais

 

Nos quatro meses de observação, o portal G1 produziu uma quantidade superior de matérias referentes à migração no Brasil em relação aos outros veículos de comunicação analisados nesta pesquisa. Apesar do maior volume de conteúdo, o portal ainda assim produziu pouco material sobre a questão migratória, uma vez que o público alvo do site não está diretamente ligado a essa temática.

A maioria das matérias tratam o assunto de forma rasa, ou seja, não se preocuparam em explicar o contexto ao qual os acontecimentos se inserem, o que mostra um certo desinteresse do portal em se aprofundar nessas realidades. Em outro momento, o G1 se mostra solidário à imigração para o Brasil, de modo que produz matérias que possuem informações úteis para auxiliar o estrangeiro a se inserir no país, no entanto, há casos em que o site se mostra crítico e até contra a entrada no Brasil, principalmente em matérias que tematizam a criminalização e a entrada ilegal de estrangeiros no país.

De modo geral, as matérias que adotam uma posição negativa acerca da entrada de estrangeiros no país refletem a fragilidade da política migratória brasileira, uma vez que o Estatuto do Estrangeiro (Lei nº 6.815/80), adotado durante o regime militar, traz uma abordagem ultrapassada burocrática e restritiva. Essa lei reflete o contexto em que foi criada, cuja maior preocupação era com a segurança nacional e os estrangeiros eram vistos como uma ameaça à soberania do país.

 

 

 

 

By | 2016-12-22T10:16:01+00:00 dezembro 22nd, 2016|Relatórios|0 Comments

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