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Relatório G1

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Relatório G1

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  1. Apresentação

            Este relatório é resultado da análise de notícias do portal de comunicação G1. Criado em 2006 para disponibilizar o conteúdo jornalístico em ambiente digital de todo grupo Globo, além de produzir também materiais próprios nos diversos formatos jornalísticos. O portal é composto pelas três redações situadas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo e também conta com colaborações de parceiros nacionais e internacionais, que permite a circulação de informação 24h.

As amostras foram coletadas de outubro a dezembro de 2016, por meio de um conjunto de categorias desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa ‘MÍDIAMIGRA – Observatório de Migração e Comunicação’. As matérias publicadas no portal durante esses três meses, passaram por uma seleção prévia, as notícias que não tinham relação com o objetivo da pesquisa foram excluídas.

            Foi estabelecido no método que as matérias seriam classificadas como categorias principais como: Diversidade (Manifestações e expressões culturais estão dentro desse universo. Cultura: música, gastronomia, eventos artísticos) Criminalização (matérias que relatem crimes cometidos por e com migrantes ou refugiados; matérias que relacionem migração e tráfico de pessoas.) O Migrante Ideal (notícias que apresentem enquadramento positivo sobre atuação de migrantes na sociedade brasileira). Preconceito/ Xenofobia (notícias sobre violências/agressões cometidas a migrantes/refugiados; preconceito expresso por brasileiros a estrangeiros) e Trabalho (mão de obra sem regularização e trabalhadores autônomos).

  1. Análise quantitativa dos dados

            No total, o portal de notícias G1 produziu cinquenta matérias sobre a migração para o Brasil durante o período de outubro a dezembro de 2016. Do material captado, nove (18%) são categorizadas primariamente como “criminalização”, dezessete (34%) como “diversidade”, sete (14%) como “trabalho”, três (6%) como “preconceito”, uma (2%) como o migrante ideal e treze (26%) não foram classificadas.

            Vinte e seis (52%) matérias foram assinadas pela agência de notícias nacional, o G1 ou afiliados no Brasil; uma (2%) foi assinada por uma agência de notícias internacional; e vinte e três (46%) o próprio repórter responde pela produção do conteúdo, sendo que sete (14%) eram do gênero masculino e quinze (30%), feminino.

            O tipo de texto mais utilizado foi a notícia, com quarenta e três (86%) matérias produzidas, enquanto que houve apenas sete (14%) reportagens. Totalizam vinte e quatro (48%) fontes primárias e dezesseis (32%) secundárias, sendo que houve um (2%) especialista, vinte e três (46%) oficiais e dez (20%) oficiosas.

            O país de cobertura das notícias foi, com unanimidade, o Brasil, foco da pesquisa. A região de cobertura mais privilegiada foi o sudeste, com dezesseis (32%) matérias publicadas; seguido pelo sul, com onze (22%); o norte, com nove (18%); o centro-oeste, com seis (12%); e, por fim, o nordeste, com duas (4%) coberturas.

 

  1. Análise qualitativa dos dados

 

            As notícias foram classificadas a partir dos seguintes parâmetros: Análise temática de categoria, valor notícia, apresentação da personagem, existência de dados, se a matéria apresenta possíveis soluções, observações de posicionamento, teor das notícias, qual olhar, migração no Brasil, visão sobre migrante e visão inclusiva. Dentre as matérias selecionadas, é perceptível uma padronização da narrativa para cada grupo de imigrantes e a região que está inserido.

            Semelhante aos relatórios anteriores, os bolivianos são retratados negativamente. Em Bolivianos são presos com cocaína escondida por baixo da roupa, de 24 de outubro; Boliviana é presa em MS com cocaína no casaco para entregar na Espanha, publicada em 30 de outubro; Com mais de 2kg de cocaína na mala, boliviano é preso em flagrante, de 12 de novembro; e Motorista de ônibus boliviano é preso em MS levando cocaína na bagagem, datada em 16 de novembro; as notícias são classificadas como Criminalização e mostram a frequência do tráfico internacional de drogas entre os países citados nas matérias.

            Os haitianos ganham muito destaque em publicações no G1. A maioria das matérias é produzida na região Norte e Sul do país, o que se concluí que são os locais que mais abrigam este grupo de imigrantes. Muitas das notícias denunciam os crimes contra esse grupo, como em Haitiano é morto a facadas em pensão de Gravataí, publicada em 30 de dezembro; e Haitianos se dizem assustados com morte de amigo em Gravataí, de 31 de dezembro – ambas as matérias ilustram o mesmo fato: haitiano que foi surpreendido e morto após um assalto -. Em Haitiano que ficou paraplégico após levar tiro deve rever filho após 3 anos, escrita em 24 de dezembro, apesar de denunciar, mais uma vez, o preconceito, a matéria também explora a solidariedade com esses imigrantes, assim como ocorre em Após 2 anos de separação, haitiana traz filha ao Brasil: ‘Coração tranquilo’, de 13 de outubro; e Haitianos em SC têm missa de Natal celebrada em francês e crioulo, publicada em 20 de dezembro.

            A passagem do furacão Matthew rendeu muitas notícias que demonstram a preocupação de quem se estabeleceu no Brasil com os familiares que permaneceram no Haiti, é o que relatam as matérias: ‘Furacão destruiu casa que eu fiz para minha mãe’, diz haitiano no Acre; Após Matthew, haitianos sofrem com falta de notícias das famílias no Haiti; Haitianos que moram em RO contam nº de parentes mortos por furacão; ‘Gostaria de estar com eles’, diz haitiano em Porto Alegre sobre irmãos; e Após furacão, haitiano que vive em SC cria rádio para informar sobre seu país, todas publicadas em 8 de outubro.

            Os venezuelanos também ganharam bastante destaque. O G1 buscou alertar sobre a situação que esses migrantes estão vivendo no Norte do país, uma vez que a crise econômica na Venezuela, fez com que muitos tentassem a vida no Brasil desde 2015, a maioria de forma ilegal e sofrendo exploração para se manter aqui, como mostra em Três venezuelanos são presos ao entrar de forma ilegal em RR, de 7 de novembro; MP faz operação contra exploração de venezuelanos na fronteira de RR, publicada em 20 de outubro;  RR vai criar gabinete emergencial para ajudar venezuelanos, diz Defesa Civil, escrita em 13 de outubro; Centro de Referência ao Imigrante passa abrigar refugiados em RR, de 26 de dezembro; Igreja em RR dá marmitas a refugiados venezuelanos que vivem nas ruas, publicada em 22 de dezembro; e AM recebe mais de 1,1 mil refugiados em 2016, a maioria é de venezuelanos, de 24 de dezembro.

            Em relação aos estrangeiros provindos de países do continente africano, o G1 focou em utilizar personagens que contam suas histórias de como tentam se estabelecer no país, a dura rota da África até o Brasil e o preconceito que sofrem. É o que relatam as matérias Após prestar socorro a idosa em trem, senegalês busca vida melhor no Brasil, datada em 26 de dezembro; Refugiado do Zimbábue conta como chegou ao Espírito Santo, de 22 de novembro; e ‘Quando cheguei, descobri o que era ser negra’: como africanos veem o preconceito no Brasil, publicada em 20 de novembro.

            Já migração síria é retratada com fraternidade e com histórias de superação. Em Criança de 10 anos cria desenhos para ajudar refugiados sírios no Brasil, escrita em 22 de outubro; e Refugiado da guerra na Síria tenta reconstruir a vida em Vassouras, RJ, publicada dia 7 de novembro; as matérias se classificam em Diversidade e Trabalho, respectivamente, relembram o conflito que ocorre no país natal dos imigrantes e fala da importância de acolhê-los no Brasil.

            Há apenas uma matéria que aborda a imigração europeia para o Brasil. Em Rio celebra presença italiana com exposição e gastronomia, escrita dia 18 de outubro; a migração italiana para o país, no início do século XX é relembrada e saudada como importante para a cultura do país. A notícia é classificada como O migrante ideal.

            O G1 também produziu matérias que expressam o apoio da população em ajudar os imigrantes a retomar suas vidas e fazer com que se sintam em casa. Em Aulas de francês com imigrantes em Porto Alegre incentivam troca cultural, publicada em 15 de outubro; UEG oferece vestibular especial para estrangeiros refugiados em Goiás, de 20 de outubro; UFSM facilitará acesso de refugiados e imigrantes a partir de 2017, escrita dia 9 de novembro; Imigrantes que vivem em Porto Alegre ganham festa de fim de ano, publicada em 12 de dezembro; e, por fim, Projeto quer reunir famílias brasileiras e refugiadas para ceia de Natal, de 5 de dezembro; as matérias são categorizadas em Diversidade e mostram a receptividade de grande parte da população em ajudar a superar os obstáculos financeiros, culturais e raciais.

  1. Observações finais

              No último trimestre de 2016, o portal G1 produziu uma quantidade superior de matérias referentes à migração no Brasil em relação aos outros veículos de comunicação analisados nesta pesquisa. De maneira geral, o veículo se prendeu em temas humanitários, com histórias de superação, priorizando, assim, uma abordagem positiva e de ações afirmativas direcionadas a estrangeiros residentes no país. A categoria Diversidade foi a mais presente nas matérias, o que reitera o enfoque solidário dado pelo portal.

Apesar de uma abordagem geral positiva, há casos em que o veículo se mostra contra a inserção de estrangeiros no Brasil, principalmente em matérias que retratam a criminalização, o tráfico de drogas e a entrada ilegal no país. Também apresentou críticas a alguns brasileiros no Norte do país, que mantinham mulheres venezuelanas em cárcere, obrigando-as a trocar sexo por comida.

            Diferentemente de outros períodos de análise, o conteúdo desta remessa está bem contextualizado, permitindo ao leitor entender o porquê ocorrem certas rotas de migração provinda de alguns países para o Brasil. Vale destacar também que as regiões sul e sudeste foram as que tiveram maior cobertura, uma vez que é onde se encontra a sede do veículo e onde se infere que seja um dos destinos preferidos dos imigrantes e refugiados.

 

 

Maria Isabel Felix de Matos

By | 2017-05-10T16:53:17+00:00 maio 10th, 2017|Relatorios 3-2016|0 Comments

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