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Relatório Brasil 247

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Relatório Brasil 247

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1. Apresentação

Este relatório foi elaborado a partir da análise de notícias do veículo Brasil 247, site brasileiro de caráter privado com objetivo de trazer informações e análises políticas. O Brasil 247 foi o primeiro jornal brasileiro desenvolvido para celulares e tablets lançados em março de 2011 e idealizado pelo jornalista Leonardo Attuch, atual editor-responsável do site. Possui atualmente 9 seções e 15 páginas regionais. O jornal se define como fornecedor de informação plural e colaborativa.

Foram coletadas amostras de setembro a dezembro de 2016. Por meio de categorias desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa “Mídiamigra- Observatório de Migração e Comunicação Intercultural”, foi feita uma pré-seleção com o auxílio das notícias veiculadas no período estabelecido pelo site (http://www.brasil247.com/).

2. Análise quantitativa dos dados

No período anteriormente citado, setembro a dezembro de 2016, foram coletadas 696 matérias do veículo Brasil 247. Entre elas haviam algumas repetidas, sendo assim, após limpeza e análise mais aprofundada do conteúdo das notícias, 20 foram selecionadas por tratarem da migração para o Brasil, de acordo com as diretrizes da pesquisa. Vale ressaltar que as matérias excluídas não tinham e nem faziam parte do nosso objetivo de estudo e foram captadas por identificações isoladas das palavras-chaves como imigrantes, refugiados, migrantes.

As matérias foram classificadas a partir dos seguintes parâmetros: análise de categoria, valor notícia, apresentação da (o) personagem, existência de dados, se a matéria apresenta possíveis soluções, observações de posicionamento, teor das notícias, qual olhar, migração no Brasil, visão sobre migrante e visão inclusiva.

Do material captado, quatro são categorizados primariamente como “Criminalização”, 20% do total, sete como “Trabalho”, 35% do total e 9 matérias, 45% do total, não foram classificadas, uma vez que seus conteúdos não se encaixavam em nenhuma das categorias criadas.

Em relação à assinatura das notícias, 19,95% do total não tiveram assinatura, e uma matéria foi assinada por Agência nacional de notícias, o que corresponde a 5% do total analisado. Os tipos de fontes utilizadas para desenvolver a notícia foram 12,60%, oficiais, 6,30%, oficiosas, 1,5% especialista e 1,5%, não usaram fontes deste tipo.

O veículo contou com cobertura de 100% notícias nacionais. A região Sudeste contou com a cobertura de seis notícias, 30%, a Centro-Oeste oito, 40%, o Nordeste 3,15%, Norte três, 15%, e nenhuma do Sul. Todas as matérias analisadas são notícias.

3. Análise qualitativa dos dados

As matérias foram classificadas a partir dos seguintes parâmetros: análise temática de categoria, valor notícia, apresentação da (o) personagem, existência de dados, se a matéria apresenta possíveis soluções, observações de posicionamento, teor das notícias, qual olhar, migração no Brasil, visão sobre migrante e visão inclusiva.

Referente à categoria Trabalho, oito matérias foram coletadas e serão detalhadas nos seguintes parágrafos. A matéria denominada “Entrada de migrantes no país exige mais auditores do trabalho, diz sindicato” trata do crescente número de migrantes e a respectiva necessidade de se ter uma maior fiscalização das leis trabalhistas e migratórias com o objetivo de evitar práticas como trabalho escravo ou infantil. O material coletado é uma notícia, sem assinatura, publicada no dia 7 de novembro de 2016. A notícia teve como região de cobertura o Centro-Oeste, contou com fontes primárias, secundárias e oficiais, evidenciou o valor notícia ‘clareza’ e teve tratamento informativo com olhar positivo.

Outra matéria da mesma categoria foi a “Médicos cubanos são homenageados em BH durante despedida”, publicada no dia 9 de novembro de 2016. A notícia relata uma homenagem feita aos médicos cubanos que participaram do programa do Governo Federal “Mais Médicos” e que se destacaram profissionalmente enquanto permaneceram no Brasil e agora estão retornando para Cuba. A matéria não teve assinatura, teve como região de cobertura o Sudeste, possui o valor notícia ‘caráter inesperado’, contou com fontes primárias e oficiais, informou dados sobre os residentes cubanos de medicina no Brasil, como no trecho: “Atualmente, o Mais Médicos tem 18.240 vagas na atenção básica de saúde em 4.058 municípios e 34 distritos indígenas. Destas vagas, 11.429 são preenchidas por profissionais que vieram de Cuba, o que representa 62,6%”. A notícia teve tratamento informativo e caráter positivo por demonstrar a gratidão dos brasileiros com os médicos cubanos.

As matérias “Bahia recebe 197 cubanos para o Mais Médicos”, publicada no dia 16 de dezembro de 2016, e “Bahia recebe 112 cubanos para o Mais Médicos”, publicada no dia 23 de dezembro de 2016, também falaram do programa Mais Médicos e sobre a entrada de novos médicos para substituírem os que já retornaram à Cuba. Nenhuma das notícias teve assinatura e tiveram como região de cobertura o Nordeste, contaram com fontes primárias e oficiais. As matérias evidenciaram dados sobre a atual situação do programa e também sobre o início, como no trecho da notícia “Bahia recebe 197 cubanos para o Mais Médicos”: “Atualmente, o programa possui 1.464 profissionais brasileiros e estrangeiros, que atuam em 386 municípios baianos, beneficiando cerca de 5,6 milhões de pessoas, com uma média superior a 770 mil novas consultas médicas por mês no âmbito da atenção básica. O Mais Médicos foi lançado pelo governo federal em julho de 2013, com apoio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Na ocasião, a cobertura da Atenção Básica na Bahia era de cerca de 60%. Três anos após o início do programa, o atendimento de Saúde da Família já chega a cerca de 72% dos baianos, que contam com 3.353 Equipes de Saúde da Família (ESF)”. Os dados também falaram das melhorias do programa na notícia “Bahia recebe 112 cubanos para o Mais Médicos”: “Melhoria dos números de cobertura da atenção básica, que passou de 60% para 72%, e também da qualidade dos serviços da saúde pública do Estado”. Os textos citados são de cunho informativo e possuem visão positiva.

A matéria “Começou hoje segunda fase do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos”, que foi publicada no dia 3 de dezembro de 2016, fala da “Revalia” que consiste em um exame voltado para médicos formados em universidades estrangeiras que queiram atuar no Brasil. As taxas de aprovação do exame vêm aumentando como foi evidenciado no trecho: “O teste tem, desde a sua criação, baixas taxas de aprovação. Em 2011, 12,13% dos participantes foram aprovados. Em 2012, a porcentagem caiu para 9,85% e, em 2013, para apenas 6,83%. Em 2014, os aprovados aumentaram para 32,62%. E em 2015, o exame alcançou a maior taxa de aprovação, 42,15% dos candidatos”. A notícia não possui assinatura, teve como região de cobertura o Centro-Oeste e contou com fontes secundárias e oficiosas. O texto é de cunho informativo e possui visão positiva, pois apesar de sua dificuldade, o Revalia é uma oportunidade para estrangeiros de atuarem profissionalmente na área da saúde dentro do Brasil.

A notícia denominada “Trabalhadores imigrantes crescem 131% no Brasil de 2010 a 2015”, publicada no dia 7 de dezembro de 2016, relata o fato de que os imigrantes estão crescendo cada vez mais dentro do mercado de trabalho brasileiro. A notícia não teve assinatura, teve como região de cobertura o Centro-Oeste e contou com fontes primárias e oficiosas. A matéria evidenciou dados que a embasaram como, por exemplo, no trecho: “Entre os anos 2010 e 2015, os trabalhadores imigrantes aumentaram em 131% a presença no mercado de trabalho formal, passando de 54.333 em 2010 para 125.535 em 31 de dezembro de 2015, segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Apesar desse crescimento, os trabalhadores imigrantes correspondem a menos de 0,5% da força de trabalho no mercado formal”.

A notícia “Redução de trabalho motiva saída de imigrantes e refugiados do Brasil”, também publicada no dia 7 de dezembro de 2016, fala da crise econômica brasileira que resulta na falta de empregos e consequentemente na saída de imigrantes e refugiados do país. A matéria não possui assinatura, teve como região de cobertura o Centro-Oeste, contou com fontes primárias e oficiais. A notícia evidenciou dados sobre os refugiados haitianos e imigrantes que trabalham no Brasil, como no trecho: “Desde o terremoto que atingiu o Haiti em 2010, o Brasil recebeu aproximadamente 90 mil haitianos. Hoje o país tem mais de 33 mil haitianos empregados formalmente, o que dá pouco mais de 20% dos cerca de 130 mil imigrantes empregados no país, que representam 0,5% do total da força de trabalho no Brasil”. Uma solução possível para o problema da falta de emprego para os imigrantes seria a aprovação da Lei de Migrações que deve substituir o Estatuto do Estrangeiro, de 1980, e trazer mudanças significativas como a simplificação do processo de ingresso de imigrantes ao país e a ampliação para outras nacionalidades das possibilidades de concessão do visto humanitário como o que é concedido atualmente para haitianos e sírios. O texto é informativo e possui visão negativa, além disso, a notícia relata que os imigrantes que perdem emprego e ficam no país passam a depender da ajuda de organizações voluntárias ou buscam alternativas, como montar o próprio negócio.

A notícia “Resolução libera visto de trabalho para estudantes universitários estrangeiros”, publicada no dia 23 de dezembro de 2016, relata o fato de que estudantes estrangeiros de graduação ou pós-graduação no Brasil poderão trabalhar legalmente no país mediante o encaminhamento do pedido à Coordenação Geral de Imigração (CGIG), no Ministério do Trabalho, que analisará os casos e expedirá as autorizações. A matéria foi assinada por uma agência de notícia nacional, teve como região de cobertura o Centro-Oeste, contou com fontes primárias e oficiais. O texto teve tratamento informativo e visão positiva por evidenciar que o Brasil está oferecendo cada vez mais espaço para estudantes universitários estrangeiros, inserindo os mesmos no seu mercado de trabalho com essa nova liberação.

Quatro matérias foram categorizadas como “Criminalização”. A matéria “STF nega extradição de argentino acusado por crimes durante ditadura”, publicada no dia 9 de novembro de 2016, relata o caso de um refugiado acusado de cometer crimes na Argentina que se encontra no Brasil e seu país de origem pede sua deportação. A notícia não possui assinatura, teve como região de cobertura o Sudeste, contou com fontes secundárias e oficiais e possui tratamento informativo. O desfecho se deu apontando que o Brasil negou a extradição do argentino e autorizou a sua permanência no país.

A matéria publicada no dia 14 de novembro e denominada “Brasil já extraditou nove estrangeiros desde setembro” relata a deportação de nove estrangeiros que cometeram crimes dentro do Brasil. A notícia não possui assinatura, teve como região de cobertura o Nordeste, contou com fontes secundárias e oficiosas e contribuiu para a visão negativa de que imigrantes são criminosos.

A notícia “Falso médico é preso após morte de paciente em Santo André”, publicada no dia 21 de novembro de 2016, relatou o caso de um boliviano que estava exercendo o ofício de médico de forma irregular no Brasil e acabou matando uma paciente. A notícia não teve assinatura, teve como região de cobertura o Sudeste, contou com fontes secundárias e oficiosas e contribuiu para o olhar negativo para com os estrangeiros por estarem trabalhando sem serem formados profissionalmente e fora do seu país de origem, prejudicando assim a área da saúde e consequentemente causando a morte de uma brasileira.

A matéria “Violência contra a mulher é um dos motivos de pedido de refúgio”, publicada no dia 8 de dezembro de 2016, trata de um debate que contou com a participação de refugiadas e organizações feministas e destacou a violência vivida por as mulheres, em especial estrangeiras, ali presentes. A notícia não possui assinatura, teve como região de cobertura o Sudeste, contou com fontes primárias, secundárias e oficiais. Além disso, o texto possui dados que embasam as colocações feitas nele sobre o aumento no número de mulheres refugiadas, como no trecho: “De acordo com a Cáritas, o número de mulheres que pedem refúgio no Brasil aumentou desde 2014, passando de 30,1% naquele ano para 40,4% em 2015 e para 42,3% do total das solicitações feitas até novembro de 2016”.

As seguintes matérias não se encaixaram em nenhuma das categorias pré- determinadas pelas diretrizes da pesquisa. A notícia “Ministério da Justiça prorroga prazo para registro de haitianos”, publicada no dia 11 de novembro de 2016, relata a prorrogação para que haitianos que tiveram permanência concedida no Brasil possam se registrar. Com esse ato, mais haitianos puderam se registrar e permanecer legalmente no Brasil. Para serem registrados, os haitianos devem apresentar às autoridades brasileiras além de foto, a certidão de nascimento ou casamento traduzida por tradutor juramentado, ou certidão consular, certidão negativa de antecedentes criminais emitida no Brasil e declaração de que não foi processado criminalmente no Haiti. A notícia teve como região de cobertura o Centro-Oeste, contou com fontes secundárias e oficiosas de informação. Desse modo, o Brasil se mostra solidário para com a situação dos haitianos e permite sua residência no país até que sejam executadas as devidas medidas tomadas no Haiti para a melhoria das consequências causadas pelo terremoto.

A notícia “Refugiados do Congo fazem ato em Copacabana para pedir paz em seu país”, publicada em 21 de novembro de 2016, relatou um ato feito no Dia da Consciência Negra (20 de novembro) por refugiados congoleses contra a guerra civil, violações de direitos humanos e por garantia de eleições presidenciais em seu país. A notícia não possui assinatura, teve como região de cobertura o Sudeste, contou com fontes primárias e especialistas, teve cunho informativo e evidenciou que mesmo estando no Brasil, os refugiados permanecem preocupados com a atual situação de seu país.

A matéria “Projeto que atende mulheres estrangeiras encarceradas comemora 15 anos”, publicada no dia 24 de novembro de 2016, relatou a comemoração de projetos que desde muito tempo se importam com o estado de estrangeiras que foram condenadas fora do seu país de origem. A notícia não possui assinatura, teve como região de cobertura o Sudeste, contou com fonte oficial e teve tratamento informativo.

A notícia “Ministério Público pede retirada de crianças venezuelanas das ruas de Boa Vista”, publicada no dia 2 de dezembro, trata do fato de que crianças venezuelanas, aparentemente abandonadas, estão circulando pelos centros de Boa Vista-RR. A solução encontrada para o problema foi a busca e apreensão das crianças e adolescentes que se encontram em situação de risco e vulnerabilidade social em diversos locais públicos da capital. A matéria não possui assinatura, teve como região de cobertura o Norte, contou com fonte oficial de informação e possui cunho informativo.

As matérias “Câmara aprova novo Estatuto da Migração; texto vai ao Senado” e a “Nova Lei de Migrações é aprovada pela Câmara”, ambas publicadas no dia 7 de dezembro de 2016, tratam de reformas na lei e no estatuto do imigrante. O novo estatuto regulamenta e disciplina, entre outras coisas, a entrada e a permanência de estrangeiros e define os direitos e deveres do migrante e do visitante ao Brasil, além do estabelecimento de políticas públicas para os estrangeiros. A notícia não possui assinatura, teve como região de cobertura o Centro-Oeste, contou com fontes primárias e oficiais de informação e teve tratamento informativo.

A matéria denominada “Roraima deporta 450 venezuelanos em situação irregular no país”, publicada no dia 9 de dezembro de 2016, informou sobre a migração irregular e constante de venezuelanos para o Brasil devido à atual crise política e econômica do país. A notícia não possui assinatura, foi produzida na região Norte e contou com fontes secundárias e oficiosas. A notícia “Justiça Federal suspende deportação de venezuelanos”, publicada no dia 13 de dezembro de 2016, ocorreu em consequência da matéria anteriormente citada neste parágrafo. As deportações antes determinadas foram suspensas, pois, antes do processo, a justiça federal levou em conta a situação individual de cada estrangeiro irregular no país, seja por conta de refúgio, ou processo imigratório. Desse modo, percebe-se que o governo faz questão de analisar cada caso antes da deportação dos estrangeiros. A notícia não possui assinatura, teve como região de cobertura o Norte e contou com fontes primárias e oficiais.

4. Observações finais

Foi possível analisar que Brasil 247 no período estabelecido produziu muitas notícias/reportagens com temas diversos. O 247, por possuir seções regionais, produziu bem, levando em conta que as regiões Sul e Centro-Oeste também estão presentes nas notícias, porém, com o foco no Sudeste do país, com notícias que variam entre inclusivas e outras retratando crimes/preconceitos.

Outra observação é a falta de repórteres assinando as notícias/reportagens, sendo a maioria sem assinatura ou assinada por agência de notícias e não pelo próprio veículo. A maioria das matérias é de interesse e alcance nacional, possui teor informativo, visão positiva e apresenta soluções para os problemas apresentados. Sete7 notícias, a maioria se consideradas as demais categorias, falaram de mercado de trabalho e relacionaram o tema com a atual crise econômica brasileira. Nesse aspecto não foram apresentadas soluções oficiais propostas pelo governo.

 

Maria Carolina de Moraes e Yasmin Cruz

By | 2017-05-14T20:57:59+00:00 maio 14th, 2017|Relatorios 3-2016|0 Comments

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